A Importância das Mães

domingo, 13 de maio de 2012 | 12:39 | Por Comente!
Nenhum dia mais propício do que O Dia das Mães para falar sobre a Importância das Mães para a formação da criança como indivíduo.

A formação de um adulto inteligente, feliz e bem integrado pode estar relacionada com o afeto recebido desde o nascimento.

Antigamente, as mães passavam para as filhas, ensinamentos como um "manual de instruções" para ser mãe e esposa. O que deveria fazer para cuidar da casa, do filho, do marido e como fazer. Hoje em dia, isso praticamente não existe mais.

As "mães de primeira viagem" embarcam nessa viagem sem noção do que devem fazer. Hoje em dia, incluidos na cultura narcísica em que vivemos, os pais aparecem cada vez mais desamparados e confusos, sem saber como supostamente deveriam criar e controlar seus filhos, procurando ajuda para as crianças, quando, na verdade, quem precisa de amparo, são eles.

Os pais esperam ver nos olhos dos filhos, o reflexo do sucesso deles mesmos. A perfeição da criança refletindo "como sou um ótimo pai", "como sou uma ótima mãe". E esse reflexo poucas vezes é visto. Por isso, os pais não sabem ao certo a hora de colocar limites, dizer um "não", frustrando sim, as crianças. Porém, uma frustração necessária para o crescimento. Ficam com medo, como se todo tipo de limite pudesse causar um trauma, porém, como se o trauma também não fosse estruturante.

Aumenta cada vez mais a chegada de pais totalmente perdidos em relação a suas funções nas clínicas psicológicas, procurando ajuda e muitas vezes, deslocando a responsabilidade e as frustrações que deveriam ser da mãe e do pai, para o profissional. Por exemplo, uma mãe chegar para a psicóloga com a criança, a pasta e a escova de dente e dizer: "Faça ele escovar os dentes, pois eu não consegui." Como se dissessem "faça o que eu não consegui fazer", "controle o meu filho". Nesses casos, é preciso acolher a família em sofrimento, frustrar para crescer, e lançar as decisões de volta. Os profissionais não podem decidir para os pais, o que é melhor para os filhos. É muito fácil estar na posição do "suposto saber", porém, esse papel de decisão só os pais podem ocupar. É preciso lançar de volta as perguntas: "O que VOCÊ acha disso? O que VOCÊ acha que deve fazer?" Sem esquecer que cada criança é um sujeito, e cada caso é um caso.

Educar se tornou mais díficil, e o tempo diminuiu.

Antigamente a relação mãe e filho era muito mais tranquila, já que as mulheres não precisavam trabalhar ou apenas trabalhavam na manutenção de seu lar. Mas, vivemos hoje um paradoxo incrível nas relações familiares. Com a correria dos dias, sempre sentimos que não temos tempo mais para nada e muitas vezes gostaríamos de ter mil clones. Hoje em dia este convívio está bem ameaçado, já que as mulheres nunca foram tão livres para trabalhar, construir uma carreira e lutar por um “lugar ao sol” no mercado de trabalho. Mas, toda essa possibilidade de sucesso muitas vezes prejudica a mulher no que, muitas vezes, lhe é mais caro: ser mãe. As mulheres estão tendo que sacrificar sua função e seu prazer de serem mães, para se dedicarem as suas carreiras e seu desenvolvimento intelectual e profissional em busca de um futuro melhor para seus filhotes, necessitam dividir seus afazeres do trabalho com a tarefa de ser mãe, esposa, dona de casa e ainda conseguir tempo para cuidar da saúde do corpo, beleza e ainda um tempinho para a diversão. Mas não podemos esquecer do principal: dos filhos. Esse excesso de compromissos, muitas vezes leva a mãe a não ter tempo suficiente para cuidar e dar a atenção necessária à criança, o que é muito prejudicial para a mesma.

Mãe Coruja
No entanto, sabemos que a relação entre mães e filhos deve ser o mais íntima e contínua possível. A presença da mãe é de fundamental importância para que a criança se sinta segura e amparada durante a sua exploração do mundo em seus primeiros anos de vida. Ser mães, esposa, dona de casa e ainda ter que ajudar no sustento da casa ou ter uma carreira de sucesso, podem exigir demais de uma mãe e de seus filhos. É de fundamental importância que, mesmo diante da separação inevitável do dia a dia, do cansaço extremo e de todos os afazeres diários as mães encontrem uma forma de dedicarem-se o maior número de horas possíveis aos seus filhos, para compensar o tempo que permanecem longe dos pequeninos.

“Prestar atenção ao que filho gosta de fazer, acompanhar seu desempenho na escola, alimentação e o mais importante, realizar tarefas ao lado da criança, sejam elas de lazer ou educação e responsabilidade”, alerta o psicólogo Alexandre Bez Alexandre, especializado em relacionamento na Universidade de Miami.

Atitudes de pequenos gestos, como falar com o bebê, favorecem a troca, pois esse ato de dedicação da mãe é correspondido pelo bebê na forma de expressões faciais ou corporais e podem ser perceptíveis pelos olhos atentos. É uma estimulação necessária para o desenvolvimento do cérebro, pois este precisa de exercício para se desenvolver. O desenvolvimento da inteligência à linguagem, da percepção de si, de seus sentimentos, reações e capacidades são habilidades propiciadas pela interação afetiva entre mãe e filho, que envolve sorrisos, olhares e movimentos corporais.

Estudos mostram que a presença da mãe é o ponto fundamental e crucial para o desenvolvimento da criança e formação do ser humano, é a partir de conceitos passados por ela que se desenvolverão habilidades tanto mentais, quanto físicas, sociais, psicológicas e até mesmo ambientais. A criança toma conhecimento da existência de sua mãe logo no útero, pois lá ela tem proteção, abrigo e nutrientes necessários para sua vida. Logo que nasce, o primeiro contato que tem é com sua genitora, a primeira voz que ouve é a dela e a primeira fome saciada é através do leite materno. Com tudo isso forma-se cada vez mais os laços entre mãe e filho, o que com o tempo vai se fortalecendo cada vez mais com os carinhos, amor, dedicação, sensações prazerosas como o de uma boa massagem para acalmar as cólicas.

A partcipação da mãe na vida do filho é algo muito importante, especialmente nos seus primeiros anos de vida. Mas, cada período vem com mudanças, o que não faz que a presença da mãe seja menos importante, muito pelo contrário, como o passar do tempo a criança vai se deparando ainda mais com dificuldades, descobertas fazendo com que ela precise cada vez mais do apoio, carinho e amor da mãe.

A harmonia da casa, o bom relacionamento com o marido e a satisfação própria como mulher devem caminhar juntos para um ambiente familiar saudável. “Estes conceitos estão presentes na formação caráter, que são responsáveis pelo desenvolvimento da responsabilidade e crescimento pessoal de cada ser”, afirma o profissional.

Relação intensa entre mãe e filho

A figura da mãe dentro de uma família é tão importante que chega a superar a figura paterna. Talvez por isso a frase "mãe só tem uma". De acordo com o especialista, a presença da mãe representa a continuidade da vivência no útero. “Até os 3 anos de idade a criança se enxerga como uma extensão da mãe. Somente após essa idade e que o pai ganha espaço na personalidade do filho”, complementa o psicólogo. A ligação da mãe com o filho é mais intensa, pois foi no útero que o bebê recebeu seus primeiros cuidados, como a alimentação, calor, proteção e conforto. “É através do cheiro, da audição, do paladar que a criança se liga mais à mãe após o nascimento, pois foi dentro do corpo dela que ele sentiu essas primeiras sensações.

"O ato de oferecer o peito e mamar já é uma ligação forte entre os dois”, explica Alexandre.

Tempo X Afeto

Como administrar? Nos casos dos bebês, o ideal é que as mães permaneçam no mínimo duas horas com a criança. Em muitos casos, a ausência faz com que os bebês se identifiquem com quem cuida como avós e babás, e acabem naturalmente, rejeitando o colo da mãe. Outra dica, é aproveitar a hora de dormir para cantar para o bebê, já que no útero ele estava habituado a ouvi-la. Nas crianças com idade de 3 a 7 anos, é realmente importante que a mãe participe de brincadeiras com os filhos. A partir dessa idade até a pré-adolescência, a criança começa a entender e a sentir a necessidade da presença do pai, principalmente as meninas.

Uma mãe “ausente” sabe que deve redobrar seus esforços quando tem uma oportunidade de estar com seu filho. Prestar atenção redobrada em tudo o que ele tem prazer de fazer, estar sempre atenta a como ele anda na escola e seu desempenho, informar-se a respeito de como foi seu dia na escola e em casa (ou na creche) e, sempre que possível dar asas ao mais importante: realizar atividades recreativas ao lado dele. Passeios, brincadeiras, jogos e tudo que possa transformar esses poucos momentos em que estão juntos em momentos de intensa alegria e divertimento.

Saber dividir o afeto

Em muitos casos, as mulheres deixam os maridos de lado após o nascimento do primeiro filho. Para que a relação continue a dar certo, ela deve se dividir entre os cuidados com o bebê e a atenção ao marido, pois o primeiro passo para que o conceito família se estabeleça, é a união do casal.

Bater para educar?

Um ponto que gera discussão na educação dos filhos é o ato de bater para educar. Alexandre afirma que dar um tapa é diferente do castigo e poucas vezes faz mais efeito para a criança. “Jamais parta para violência, ela gera revolta e desunião do lar. Uma palmada de leve no bumbum pode servir como advertência. Muitos ainda acreditam que um tapinha de leve no dorso da mão é inofensivo, mas a mão da criança ainda possui ossos finos em formação, o que pode levar a uma fratura”, complementa o profissional. 
Mãe <3

E como o blog também é algo pessoal... Por fim, quero desejar feliz dia das mães para todas as mães e especialmente, é claro, para minha mãe! Brigada por tudo, mãe. E parabéns pelo seu dia! <3

Visitem o blog dela, criado recentemente: http://pedagogiadoser.blogspot.com.br
 
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários: